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Tá esquentando...




Pertubador é o som e o clipe que iniciam o espetáculo teatral, que tem como inspiração e base histórias em quadrinhos.
O artista em cena é André Kitagawa, ele é co-diretor e "protagonista" das intrigantes 7 histórias contadas no decorrer do espetáculo.
Criatividade não falta para Mário Bortolotto, o diretor e idealizador do grupo teatral Cemitério de Automóveis.
Algumas coisas passam do limite da estranheza e se tornam vulgar, mas se o propósito é chocar o público, eles conseguem.
Adaptações interessantes como Vagabundo e Paranga Insana mostram o retrato triste e real da vida nas grandes metrópoles.
Um pouco de humor esdrúxulo com um toque de vandalismo completam as cenas, as vezes frias e amargas, outras vezes com um pouco mais de sensibilidade.
É interessante dizer que o formato utilizado para representar é um tanto inusitado, não que seja inédito, pois há pouco já vem sendo usado.Trata-se da interação vídeo e palco. A forma apresentada é um tanto simples mas funcional, quando é necessário as imagens no telão proporcionam a continuidade da história, às vezes até o desfecho.
Outro fator interessante a ser destacado é o som, é alto, é bem alto, são ruídos ensurdecedores, mas é totalmente condizente.
É uma boa pedida, vale a pena conferir, e no final claro, pegar um autógrafo com o próprio Kitagawa na HQ Chapa Quente.

Aonde | Espaço Viga Quanto | R$20,00 meia R$10,00
Horário | Sextas e sábados às 21hs30 e domingos às 20hs30
Até quando | 02/07/2006 Espetáculo | Chapa Quente


Escrito por Viviane Lopes às 16h37
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Entre no mundo encantado de Miyazaki e...reflita

Existe um valor muito maior entre os homens, mas ele já se perdeu...

 

Alguém se lembra de como era antes...

 

Rodeado pelas injustiças e egoísmos, tentamos lutar pelo que é nosso, afinal temos esse direito.

 

Vamos acabar com tudo o que é sagrado e destruir nossas lembranças, nós conseguiremos nos defender de nós mesmos, ou seria nos atacar?

 

As lendas japonesas permitem que vejamos além. A sutileza está demarcada em cada pequeno traço e em cada detalhe da música que sonoriza um dos mais belos contos já vistos.

 

Numa terra onde os deuses ainda contracenam com os humanos, existe paz e todos vivem em harmonia, mas isso apenas é um sonho.

 

“A Princesa Mononoke” é mais uma brilhante obra de Hayao Miyazaki, o renomado diretor de “A Viagem de Chihiro” e “O Castelo Animado”.

 

CUIDADO! Um Tatari-gami. Eles escorrem pelo chão, rastejam em fúria devorando tudo à frente, formam um grande amontoado que agilmente se move, deixando apenas dois olhos vermelhos serem vistos.

 

Todos correm apavorados do gigantesco monstro, menos o príncipe Ashitaka que determinado a proteger a aldeia fica e o mata. Só que a maldição que ele carrega agora, irá devorá-lo até a morte.

 

A única esperança é encontrar o lugar onde tudo começou, e tentar achar um meio de reverter à maldição, mas será necessário muito mais que coragem.

 

Os deuses, protetores das florestas estão enfurecidos, seus corações e mentes estão cada vez mais apavorados e só conseguem enxergar uma solução: matar os humanos.

 

Um mundo totalmente novo se abre aos olhos do príncipe, e ele vai descobrir que há uma guerra acontecendo, e esta pode destruir toda uma nação.

 

 

Título | A Princesa Mononoke  Ano | 1997

Diretor | Hayao Miyazaki  Duração | 134 min.



Escrito por Viviane Lopes às 18h34
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Mais uma HQ para a sétima arte

Uma das mais clássicas histórias em quadrinhos, V de vingança sugere mais que um herói, representa um ideal.

O enredo situa-se numa cidade governada pelo autoritarismo e fascismo, que marcada pelo pós-guerra tenta reerguer-se, mas por tais atos governamentais, a cidade se cala. É totalmente vigiada pela organização chamada Nórdica Chama, que utiliza câmeras de vídeo, escutas telefônicas e agentes especiais para manter a ordem.

Apenas um tem a coragem de enfrentá-los, e fazer justiça com as próprias mãos. O homem mascarado que é conhecido como "V" e quer a todo custo libertar a Inglaterra do regime intimista. O personagem principal já foi cobaia de experimentos governamentais, por isso possui alguns poderes. Mas sua principal característica é usar em seus planos a inteligência e o jogo teatral.

O enredo brilhante é de Allan Moore, autor de outras HQs como Marvelman, Monstro do Pântano, Constantine, Batman, Watchmen entre outros. Nesta série, Moore empresta todo o seu talento para também ironizar o governo britânico da época da "Dama de Ferro", Margaret Tatcher.

Como de costume, neste momento a Warner Bros já terminou as filmagens de "V" de Vingança (V from Vendetta). Produzido pelos irmãos Wachowski, os mesmos de Matrix, o filme vai estreiar por aqui em meados de Abril. Pode-se esperar muita ação e um belo visual, mas já existem críticas destrutivas do próprio Allan Moore. Ele não ficou nada contente com o resultado de Constantine e Do Inferno "Depois que os filmes saíram, eu comecei a me sentir constantemente menos à vontade, eu tenho um respeito cada vez menor pelo cinema na forma como ele é atualmente expressado," desabafou. Não quis fazer parte da produção de V, mesmo sendo convidado pelos produtores. Depois do ocorrido resolveu romper o contrato com DC Comics "Diga a eles que estou a dezenove páginas de acabar meu trabalho contratual", foi a ordem que ele deu ao editor.

O visual do filme parece ser impecável, mas quanto ao roteiro, podemos sim nos decepcionar. Se você não leu os quadrinhos, pode comprar os livrinhos nas barraquinhas de domingo da Avenida Paulista e em Sebos espalhados por todo o país. Por enquanto nos resta esperar pelo filme...tomara que valha a pena.

Para ver o trailler e mais sobre o filme,  visite o site:

http://vforvendetta.warnerbros.com/ 



Escrito por Viviane Lopes às 23h34
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Revela Brasil!

A primeira edição foi um sucesso. O projeto "Revelando os Brasis" conseguiu o almejado. Revelar o Brasil em suas especificidades e peculiaridades que, só quem vivencia conseguiria fazê-lo tão bem. A iniciativa é da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto Marlin Azul.

Na primeira edição, realizada em Agosto de 2004 na Bahia, 417 histórias foram inscritas. Destas, 40 foram selecionadas e transformadas em vídeos de até 15 minutos, representando a diversidade cultural do país, produzido em 21 Estados.

Como o projeto visa integrar a população mais carente, que tem menos possibilidade para realizar um filme, foi delimitada uma quantidade de habitantes para os inscritos. Apenas quem faz parte de uma população com menos de 20 mil habitantes tem o direito de inscrever sua história. Desta forma, é mais fácil chegar ao objetivo do projeto, que é fazer com que essa comunidade seja parte da revolução tecnológica que está ocorrendo.

No Rio de Janeiro, próximo 1º de novembro será lançada a 2ª edição do projeto. Serão exibidos os 40 filmes produzidos no ano anterior. Presenças confirmadas do Ministro da Cultura Gilberto Gil, e do Secretário de Audiovisual Orlando Senna. Além dos convidados de honra, que são os criadores dos curtas.

A partir deste evento, as inscrições para a segunda edição estarão abertas, o prazo termina 30 de dezembro. Os interessados deverão inscrever suas histórias nas agências dos Correios de sua cidade. A mostra no Rio de Janeiro vai até o dia 7 de novembro, e contará com sessões diárias e gratuitas.

O diferencial este ano são os apoios. O canal de TV Futura, exibirá os filmes da primeira edição durante sua programação. E também fará programas com os idealizadores, protagonistas e criadores. A Petrobrás, ficou encarregada de levar a mostra por todo o Brasil, incluindo as cidades que foram protagonistas da primeira edição.

Para conhecer os escolhidos da 1ª Edição, e saber um pouco mais do projeto, acesse os sites abaixo:

www.revelandoosbrasis.com.br

www.cultura.gov.br



Escrito por Viviane Lopes às 23h23
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Dose forte de Design

A conferência de design, realizada em São Paulo, no Museu de Imagem e do Som reuniu designers e aspirantes de todo o país, sedentos por novidades, pois não é sempre que uma dose extremamente alta e ininterrupta aparece por aqui. Por conta disso o espaço lotou, e só de pessoas realmente interessadas no assunto. Foram quase 10 horas absorvendo e respirando design, essa onda propulsora que visa a criatividade conceitual de "n" milhões de coisas.

A primeira palestra foi uma injeção de ânimo e positivismo. Guilherme Marconi mostrou que com um pouco de iniciativa e "experimentação" se faz um bom trabalho, e mesmo que não seja algo "feito por encomenda" o resultado sempre é motivador, pois você aprende muito mais quando põe a "mão-na-massa". Marconi apresentou uma série de estampas e uma série de adesivos para diversos suportes.(1)

Logo depois, Ana Straling. Você provavelmente já viu alguma vinheta dessa garota. Starling mostrou primeiro seus trabalhos impressos, depois o que a consagrou atualmente, as vinhetas da MTV. Sim ela tem ótimas idéias, mas poderia falar mais sobre como concebê-las.(2).

Depois do almoço, o arquiteto-designer-fotógrafo mais "vida-boa" de todos subiu ao palco. Foi um show à parte, descontraído e com um senso de humor à flor-da-pele arrancou gargalhadas do público a cada oportunidade. Rafic Farah é o nosso exemplo de que um bom papo resolve muita coisa. Ele já fez logos famosas como o da revista TRIP, do restaurante America e da marca Omino, que aliás rendeu uma ótima história. Simplesmente traduziu em um pouco mais de uma hora o que Marcel Duchamp relatou em 1957, em "O processo criador".

Marcelo Moura(3) entrou em seguida e mostrou também que sonhos podem sim, aliados com muita força de vontade, tornarem-se realidade. Moura sonhou em trabalhar na Walt Disney e conseguiu. Para nós mostrou um pouco da pré-produção de alguns desenhos e em primeira mão o longa-metragem, que será lançado em 2006 do Asterix e Obelix.

Com soluções exploradoras para a internet, a penúltima palestra foi uma mostra que o novo suporte internet não é apenas uma continuação do impresso. A internet nos oferece possibilidades enormes para que possamos explorá-la de muitas maneiras. O pessoal da Grafikonstruct, representado por Teco, levou uma seleção de sites criativos, que inspiraram muitos e nos fizeram ver a proporção que é oferecida por essa nova dimensão.. (4)

Para encerrar, o pessoal da Lobo(5). Os caras são bons! Imaginam loucuras para os clientes mais tradicionais e gigantes. Faltou falarem mais da concepção das peças gráficas, mas mesmo assim foi uma ótima inspiração.

Claro que nada é perfeito e o preço para passar o dia inteiro na conferência foi um pouco salgado. Mas o conjunto da obra valeu a pena. Espero que outras iniciativas como essa, concebida pela Zupi(7) sejam constantes agora no nosso país. Os designers agradecem.

Para saber um pouco mais, acesse os sites abaixo.

1 www.cloning.com.br

2 www.submerso.com

3 www.academiadeanimacao.com.br

4 www.grafikonstruct.com.br

5 www.lobo.cx

6 www.zupi.com.br



Escrito por Viviane Lopes às 02h07
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Um demônio herói

É sempre noite aqui, e às vezes queima. É terrível e pode ser assustador sempre. Seus medos estão ao seu lado esperando um momento inoportuno para avançar..

O frio é tão intenso às vezes que arde, a ponto de ferir as pontas dos dedos e deixá-las inutilizáveis. Que lugar medonho e triste este. Que lugar infernal...

Já que é tão misterioso e tão imaginável este tal lugar a ponto de conseguirmos sentir que ele existe, pensemos nas criaturas que nele se encontram.

Pensemos num ser horrendo de pele vermelha e chifres pontiagudos na cabeça, com hálito de enxofre e um dos braços bem forte e maior do que o outro. Imagine a criatura mais horrível e poderosa que possa nascer de um pacto demoníaco, e viver aonde nós humanos vivemos, vagando com um único e suposto pretexto: destruir-nos.

Que péssimo seria, não? Não muito, caso esse ser não desse a mínima pra essa coisa de "poder do mal" e ficasse do nosso lado como herói. Fato é que tal criatura existe e é avessa a qualquer tipo de "mão do poder" ou "chave da destruição". Talvez você tenha ouvido falar dele ou visto em algum lugar. Trata-se do sarcástico personagem de Mike Mignola, o Hellboy.

O quadrinho foi criado em 1994 por Mignola, que na época trabalhava com ilustração para a Marvel e a DC Comics. O criador lançou Hellboy pela Dark Horse. No Brasil teve sua estréia em 1998 com "Sementes da Destruição". É importante relatar que o autor tem muita influência de Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft e chega até citá-los em suas histórias. Eu, particularmente dou boas risadas ao ler qualquer história de Hellboy. Além de divertido traz uma bagagem cultural muito vasta sobre mitologia e histórias milenares. Vale a pena ler, ou se preferir você pode assistir.

Em 2004 Hellboy virou filme, e segundo seus fãs e o próprio criador, é uma ótima adaptação para o cinema, pois conservou-se o que nele era marcante: a personalidade irreverente do personagem. A história começa na segunda guerra mundial, onde o fracasso de um experimento, liderado pelo monge russo Grigori Rasputin, libera um ser monstruoso. O ser é adotado pelos ingleses e criado para combater o mal. É um herói, pronto para nos salvar, que veio direto das profundezas do inferno. Não deixa de ser intrigante.

O filme já está disponível para locação em DVD e vem recheado de extras, confira:

Comentário do elenco em vídeo. Maquiagem e testes de luz, efeitos visuais. Arquivo de Perguntes e Respostas. Guia Rápido de Como Entender os Quadrinhos. Galerias de Arte Conceitual e Fotos de Produção. Arte de Pré-Produção de Mike Mignola. Anotações do Diretor. Fotos dos Artistas dos Quadrinhos. Quadrinhos do DVD. Visita ao Set "A Mão Direita de Hellboy". Storyboards.

É uma ótima dica para saber um pouco mais de contos de horror, de mitos e histórias milenares, além de dar boas risadas. Leia os quadrinhos e assista ao filme. Eu prefiro os quadrinhos, mas o filme também vale a pena assistir.

Sobre o filme....
Produção:Sony Pictures  Diretor:Guillermo del Toro Lançamento:2004 Duração: 122 min.

Gênero: Ação-Ficção Site: www.sonypictures.com/homevideo/hellboy/



Escrito por Viviane Lopes às 12h04
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Mundo sem corpos

Você só é alguém... quando sua memória é lembrada...

Lain...Login...Conectando...

...

Tokio. Agitação urbana.Cenário caótico...Luzes acendem e apagam acendem e apagam. Liga desliga. Som. Barulho. Vozes. Pessoas. Vozes. Pessoas correndo. Buzinas. Tráfego. Buzinas disparadas. CAOS.

É noite na conturbada cidade do Japão. Caminhando pelas ruas assombradas está a pequena Yomoda Chisa. Ela já tem a resposta, já sabe a decisão que vai tomar.

A cidade amanhece e mais uma vez a polêmica se espalha rapidamente pelas estudantes de um colégio. Yomoda Chisa se suicidou!

O mais estranho de tudo é que algo tão assustador não parece ter esse efeito à população, afinal não era o primeiro caso naquela semana. As ocorrências de suícidios de jovens estavam cada vez mais frequentes no Japão. Mas por quê?

Cabos elétricos, ruas, energia, velocidade, mensagens, fios, fios fios, fios; Lain. Lain, você. está. conectada! Você. tem. um. email.

Lain recebe um email, não seria novidade se não fosse fantasmagórico. O email é de sua colega Chisa, a suicida. Depois do acontecido Lain começa a se interessar por computadores e consequentemente pela Wired.

Luzes coloridas piscam. Acendem e apagam, acendem e apagam. A música é alta. Há pessoas no recinto, elas dançam, dançam e bebem, é muto escuro, tudo é muito escuro.

Esse lugar é Cyberia um dos mais badalados points da cidade, lá encontra-se tudo. Um pequeno pedido de um dos assíduos do lugar é finalmente atendido. Ele degusta a iguaria e tão já começa a sentir os efeitos da droga. Accela faz com que a percepção temporal seja acelerada e a consciência alterada.

Em seu quarto Lain agora passa horas. Sua mãe parece nem ligar....Sua irmã está cada vez mais estranha, fala sozinha...e seu pai continua frio e seco com as filhas. A razão é descoberta um pouco depois pela menina, mas não vou desvendar, senão perde a graça.

Lain está cada vez mais submersa em seu mundo virtual. E os estranhos acontecimentos antes retraídos apenas em seus pensamentos são agora cada vez mais reais. Descobre-se muitas formas de sobrevivência na Wired, muitos são os que preferem viver lá, nesse mundo sem corpos, onde muito é possível.

Escuro. Chão. Frio. Fios. Rede. Cabos on...off Lain.Lain.você.tem.que.conectá-los.

Uma experiência nova tomará conta do Japão em pouco tempo, mas ninguém suspeita de nada. Nem Lain sabe. Lain sabe...


Produção: Pioneer LDC Diretor: Ryotaro Ukanura Lançamento:1998 Episódios: 13

Gênero: Anime Onde encontrar: Emule Site: lain.angelic-trust.net



Escrito por Viviane Lopes às 23h27
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Game é Arte?

A visão que a maior parte das pessoas tem a respeito de jogos eletrônicos é que são algo apenas para divertir. Logicamente, diversão é um dos pontos-chave, mas é possível questionar mais sobre os games e até compará-los com certos conceitos de arte contemporânea. Até que ponto chega a distinção entre alguns jogos e certas obras de arte?

God of War, o mais novo título da Sony, é um dos jogos de mais prestígio dos últimos tempos, porque, entre outras razões, recria os mitos de forma bastante realista. A arte é expressa no game não apenas visando à qualidade gráfica mas também a todos os elementos que remetem à época, tratada com fidelidade quase total.

A arte contemporânea possibilitou uma nova visão para o conceito arte. Um exemplo é Marcel Duchamp, um artista francês que, em 1917, quebrou paradigmas. Ele utilizou um mictório, intitulado de "A Fonte", que foi quase apresentado em uma galeria. Mas o mais intrigante foi a repercussão que a obra causou. A partir desse rompimento nos conceitos de arte e de seu questionamento, a arte contemporânea começou a ser mais bem compreendida.

A questão de romper conceitos preestabelecidos, criar reflexões e mostrar novos horizontes foi defendida nesse momento. O espaço mudou: saiu a tela de pintura e passaram a ser usados suportes nunca antes utilizados, como paredes, campos abertos, lagos, computadores e objetos portáteis. Enfim, todos os tipos de produto e ambiente.

O EyeToy nos games é um acessório que serve de exemplo para ilustrar a utilização do espaço. O fato de você não precisar de um controle para movimentar o personagem e poder se tornar ele próprio revolucionou a maneira de jogar.

O artista Jackson Pollock, em meados de 1960, criou a obra "Fools House" (casa de tolo). Ele praticamente pendurou o objeto na parede! Já "The Lightning Field" (campo de raios), de Walter De Maria, feita no Novo México, consistiu em alugar uma área enorme e vazia e instalar vários pára-raios. Nesses dois exemplos, o ambiente é o suporte da obra. Da mesma forma, os jogos utilizam outros suportes, como o EyeToy nos jogos Play, Sega Superstars e outros minijogos.

Mas há outros games que podem ser comparados. É o caso daqueles como Silent Hill e Final Fantasy, que criam uma atmosfera real na qual monstros, criaturas, espaços e situações que no mínimo acharíamos absurdas são apresentadas como algo possível. Ou seja, o jogador passa a se familiarizar com a idéia de que aquilo realmente existe, apesar de ser mera ilusão. Além disso, poder mudar o rumo da história de acordo com suas decisões e escolher entre várias alternativas até chegar ao game over é fantástico.

A criação do real, e não mais sua imitação, é a proposta de arte que pode ser entendida como o resultado da interação do jogador com o jogo e do homem com o meio ambiente segundo o escritor Alfonso Lopez Quintás, em Discurso em Defesa da Arte. Com base nisso, podemos observar os jogos eletrônicos e perceber esses fatores na maneira como os games funcionam.

Ainda há mais um exemplo muito interessante. O artista grego Miltos Manetas inspira-se em videogames para criar pinturas, vídeos e performances. Suas obras abrangem desde Mario Bros e Lara Croft até os próprios consoles.

A arte contemporânea é vista como a arte do "fazer", não mais a do "ver", pois o artista não imita mais uma visão, e sim a cria. É o resultado de uma ação, vista de diferentes maneiras por cada pessoa, mesmo que o autor não queira transmitir nenhuma interpretação.

Essas são apenas partes da definição de arte contemporânea. O assunto pode gerar diversas discussões, mas a partir dessas informações é possível ter uma visão mais ampla e tirar conclusões próprias. Alguns jogos podem, em alguns aspectos, ser considerados arte devido a se encaixarem nos parâmetros artísticos atuais.




Escrito por Viviane Lopes às 21h15
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