eat art - viviane


Mundo sem corpos

Você só é alguém... quando sua memória é lembrada...

Lain...Login...Conectando...

...

Tokio. Agitação urbana.Cenário caótico...Luzes acendem e apagam acendem e apagam. Liga desliga. Som. Barulho. Vozes. Pessoas. Vozes. Pessoas correndo. Buzinas. Tráfego. Buzinas disparadas. CAOS.

É noite na conturbada cidade do Japão. Caminhando pelas ruas assombradas está a pequena Yomoda Chisa. Ela já tem a resposta, já sabe a decisão que vai tomar.

A cidade amanhece e mais uma vez a polêmica se espalha rapidamente pelas estudantes de um colégio. Yomoda Chisa se suicidou!

O mais estranho de tudo é que algo tão assustador não parece ter esse efeito à população, afinal não era o primeiro caso naquela semana. As ocorrências de suícidios de jovens estavam cada vez mais frequentes no Japão. Mas por quê?

Cabos elétricos, ruas, energia, velocidade, mensagens, fios, fios fios, fios; Lain. Lain, você. está. conectada! Você. tem. um. email.

Lain recebe um email, não seria novidade se não fosse fantasmagórico. O email é de sua colega Chisa, a suicida. Depois do acontecido Lain começa a se interessar por computadores e consequentemente pela Wired.

Luzes coloridas piscam. Acendem e apagam, acendem e apagam. A música é alta. Há pessoas no recinto, elas dançam, dançam e bebem, é muto escuro, tudo é muito escuro.

Esse lugar é Cyberia um dos mais badalados points da cidade, lá encontra-se tudo. Um pequeno pedido de um dos assíduos do lugar é finalmente atendido. Ele degusta a iguaria e tão já começa a sentir os efeitos da droga. Accela faz com que a percepção temporal seja acelerada e a consciência alterada.

Em seu quarto Lain agora passa horas. Sua mãe parece nem ligar....Sua irmã está cada vez mais estranha, fala sozinha...e seu pai continua frio e seco com as filhas. A razão é descoberta um pouco depois pela menina, mas não vou desvendar, senão perde a graça.

Lain está cada vez mais submersa em seu mundo virtual. E os estranhos acontecimentos antes retraídos apenas em seus pensamentos são agora cada vez mais reais. Descobre-se muitas formas de sobrevivência na Wired, muitos são os que preferem viver lá, nesse mundo sem corpos, onde muito é possível.

Escuro. Chão. Frio. Fios. Rede. Cabos on...off Lain.Lain.você.tem.que.conectá-los.

Uma experiência nova tomará conta do Japão em pouco tempo, mas ninguém suspeita de nada. Nem Lain sabe. Lain sabe...


Produção: Pioneer LDC Diretor: Ryotaro Ukanura Lançamento:1998 Episódios: 13

Gênero: Anime Onde encontrar: Emule Site: lain.angelic-trust.net



Escrito por Viviane Lopes às 23h27
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Game é Arte?

A visão que a maior parte das pessoas tem a respeito de jogos eletrônicos é que são algo apenas para divertir. Logicamente, diversão é um dos pontos-chave, mas é possível questionar mais sobre os games e até compará-los com certos conceitos de arte contemporânea. Até que ponto chega a distinção entre alguns jogos e certas obras de arte?

God of War, o mais novo título da Sony, é um dos jogos de mais prestígio dos últimos tempos, porque, entre outras razões, recria os mitos de forma bastante realista. A arte é expressa no game não apenas visando à qualidade gráfica mas também a todos os elementos que remetem à época, tratada com fidelidade quase total.

A arte contemporânea possibilitou uma nova visão para o conceito arte. Um exemplo é Marcel Duchamp, um artista francês que, em 1917, quebrou paradigmas. Ele utilizou um mictório, intitulado de "A Fonte", que foi quase apresentado em uma galeria. Mas o mais intrigante foi a repercussão que a obra causou. A partir desse rompimento nos conceitos de arte e de seu questionamento, a arte contemporânea começou a ser mais bem compreendida.

A questão de romper conceitos preestabelecidos, criar reflexões e mostrar novos horizontes foi defendida nesse momento. O espaço mudou: saiu a tela de pintura e passaram a ser usados suportes nunca antes utilizados, como paredes, campos abertos, lagos, computadores e objetos portáteis. Enfim, todos os tipos de produto e ambiente.

O EyeToy nos games é um acessório que serve de exemplo para ilustrar a utilização do espaço. O fato de você não precisar de um controle para movimentar o personagem e poder se tornar ele próprio revolucionou a maneira de jogar.

O artista Jackson Pollock, em meados de 1960, criou a obra "Fools House" (casa de tolo). Ele praticamente pendurou o objeto na parede! Já "The Lightning Field" (campo de raios), de Walter De Maria, feita no Novo México, consistiu em alugar uma área enorme e vazia e instalar vários pára-raios. Nesses dois exemplos, o ambiente é o suporte da obra. Da mesma forma, os jogos utilizam outros suportes, como o EyeToy nos jogos Play, Sega Superstars e outros minijogos.

Mas há outros games que podem ser comparados. É o caso daqueles como Silent Hill e Final Fantasy, que criam uma atmosfera real na qual monstros, criaturas, espaços e situações que no mínimo acharíamos absurdas são apresentadas como algo possível. Ou seja, o jogador passa a se familiarizar com a idéia de que aquilo realmente existe, apesar de ser mera ilusão. Além disso, poder mudar o rumo da história de acordo com suas decisões e escolher entre várias alternativas até chegar ao game over é fantástico.

A criação do real, e não mais sua imitação, é a proposta de arte que pode ser entendida como o resultado da interação do jogador com o jogo e do homem com o meio ambiente segundo o escritor Alfonso Lopez Quintás, em Discurso em Defesa da Arte. Com base nisso, podemos observar os jogos eletrônicos e perceber esses fatores na maneira como os games funcionam.

Ainda há mais um exemplo muito interessante. O artista grego Miltos Manetas inspira-se em videogames para criar pinturas, vídeos e performances. Suas obras abrangem desde Mario Bros e Lara Croft até os próprios consoles.

A arte contemporânea é vista como a arte do "fazer", não mais a do "ver", pois o artista não imita mais uma visão, e sim a cria. É o resultado de uma ação, vista de diferentes maneiras por cada pessoa, mesmo que o autor não queira transmitir nenhuma interpretação.

Essas são apenas partes da definição de arte contemporânea. O assunto pode gerar diversas discussões, mas a partir dessas informações é possível ter uma visão mais ampla e tirar conclusões próprias. Alguns jogos podem, em alguns aspectos, ser considerados arte devido a se encaixarem nos parâmetros artísticos atuais.




Escrito por Viviane Lopes às 21h15
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